quinta-feira, 12 de maio de 2005

Até 2006!


Serenata Monumental - morcegos enlatados


Noites do Parque - A guitarra de Gonçalo Pereira a legislar nos Blister


Cortejo dos Quartanistas - ou o dia de todos os excessos

quinta-feira, 5 de maio de 2005


Mais uma Queima. Agora, e pela primeira vez, na condição de visitante.

terça-feira, 12 de abril de 2005

100 FOTOS DO SÉCULO – Marie-Monique Robin

O Che de Alberto Korda, a queda do muro de Berlim por Raymond Depardon, também Kim Phuc, a menina queimada pelo napalm no Vietname, fotografada por Nick Ut. Estas e muitas outras fotografias reunidas num livro, de 1999, que conta um pouco a história do século XX.

A jornalista e realizadora Marie-Monique Robin andou por todo o mundo à procura dos protagonistas das que considerou ser as 100 fotografias mais marcantes do último século. Claro está que, num trabalho deste género, entra sempre a inevitável componente subjectiva do seu autor, que convém lembrar sempre que as escolhas ou omissões possam parecer questionáveis.

Mas a riqueza deste livro não reside tanto na compilação das imagens, mas antes no trabalho de as explicar. Marie-Monique Robin falou com os fotógrafos, com os protagonistas e seus familiares, sem nunca esquecer a essencial contextualização histórica. O produto final é um notável trabalho jornalístico.

Para amantes da fotografia e da história mundial ou para simples curiosos, o livro é de inquestionável valor histórico. Antes deste formato, e na sua origem, a série televisiva Les 100 photos do siècle, transmitida pelo canal ARTE.

sexta-feira, 1 de abril de 2005

Abril

6 de Abril de 1945 e 6 de Abril de 1994. Duas datas separadas por quase cinquenta anos mas unidas pelo horror do genocídio.

Em 1945, o exército do general Eisenhower mostra ao mundo o drama dos campos da morte nazis. A libertação de Ohrdruf, um anexo do campo de Buchenwald, abre as portas da medonha "solução final". Henri Miller, um soldado americano imortalizou o momento, 6 dias depois.



Quarenta e nove anos mais tarde é morto o presidente do Ruanda e o país mergulha num período de genocídio programado. Perto de 1 milhão de tutsis são assassinados pelas milícias hutus, grande parte com golpes de catana. O conhecido fotógrafo James Nachtwey tirou a mais célebre das fotos do massacre. Só em Junho desse ano é que a comunidade internacional acordou para o massacre.

quarta-feira, 23 de março de 2005

Afinal, qual é a cor da porra do colete?

Depois da corrida aos bilhetes para os U2, da euforia em torno da liderança do Benfica e dos rumores sobre a orientação sexual do primeiro-ministro, eis a loucura do momento: a corrida ao colete reflector!
Com o novo Código da Estrada passa a ser obrigatório transportar um colete reflector no carro, e os portugueses, como se não houvesse amanhã, andam doidos na caça ao colete. O problema é que os outros portugueses, aqueles a que chamam de responsáveis políticos e seus associados, fazem questão de cumprir a velha máxima tuga do "deixa para a última" e ainda não informaram a população, ansiosa por vestir o tão desejado acessório, de qual a cor que este deve ter.
Compreende-se a demora. Perante tamanho entusiasmo em torno deste objecto de alta costura, os governantes não querem desiludir os portugueses com um coletezito de cor brega.
A julgar pelo vocabulário socialista do momento, se calhar querem-nos impressionar com um colete rosa choque. Depois do tecnológico, chega o choque dos coletes!

quarta-feira, 16 de março de 2005

Vão ser seis semanas de duras críticas à forma como os EUA têm conduzido a sua "luta contra o terrorismo". Em Genebra, 3000 representantes governamentais, ONG's e outras organizações, de um total de 53 países, estão reunidos na Comissão da ONU para os Direitos Humanos. Em cima da mesa as questões de sempre, a começar pelo questionamento da credibilidade e aceitação internacional da própria comissão. Citadas pelo jornal Público, a Human Rights Watch e a Amnistia Internacional "estimam que metade dos membros desacreditam a instituição".
Não importa se são os EUA os maiores violadores dos direitos do homem ou não (a intervenção dos russos na Tchetchénia não será certamente desvalorizada), a questão é mais a de já se saber de antemão qual a reacção americana, independentemente das resoluções de condenação votadas. À semelhança de outras decisões adoptadas pela comunidade internacional e ignoradas pela administração americana, também desta vez a resposta será certamente arrogante, egoísta e irresponsável. Os jogos de cinismo já começaram, com os homens do presidente a apontarem defeitos à constituição da comissão, da qual China e Cuba fazem parte. Activistas, que a força esteja convosco!

segunda-feira, 14 de março de 2005

"Foi só ao cabo de muitos e duros anos de matrimónio que, outrora, Erika se apresentou neste mundo. O pai logo à filha passou o testemunho e saiu de cena. Erika entrou em cena, o pai saiu. A necessidade tornou Erika na mulher rápida que é hoje."
JELINEK, Elfriede, A Pianista, Porto, Edições ASA, 2004

Não foi preciso passar da primeira página para perceber que esta tradução não soa muito bem. Ao avançar na leitura é impossivel afastar a sensação de que o esforço do tradutor em passar a ideia da autora esbarra nas limitações da lingua portuguesa, pelo menos da dele. Já vi que não é fácil traduzir do alemão, quem diria!